terça-feira, 16 de dezembro de 2014

CONFIANÇA EM DEUS, NA ANGÚSTIA (Salmo 4)

O salmo 4 é muito semelhante ao salmo 3. Em ambos Davi está cercado de inimigos, sofrimento e opressão. Os dois Salmos ressaltam uma palavra principal: confiança. Na adversidade, perseguição, angústia, a palavra de ordem é: confiai no SENHOR. Esse Salmo nos mostra como deve ser a nossa atitude diante das grandes dificuldades da vida.
1.1 Davi inicia esse Salmo rogando a Deus por preservação, alívio e misericórdia. Ele pede para ser ouvido, pois grande é a sua angústia e somente em Deus há justiça ao oprimido. Somente em Deus há conforto e alívio ao atribulado. Somente em Deus há esperança para o aflito. O termo “angústia” refere-se a um situação sem saída, é estar cercado, encurralado num lugar apertado. Mas Deus tem aliviado o seu servo, ou seja, o tem colocado em lugar espaçoso.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

ESQUECERAM DE MIM.

Todos conhecem o filme: “Esqueceram de mim”, que tem como protagonista, Macaulay Culkin, na época um pequeno garoto. Nesse filme a sua família, empolgada com a ideia de sair de férias e em meio ao corre-corre acabam esquecendo a criança sozinha em casa.
Creio que hoje, em grande parte da sociedade, o titulo desse filme aplica-se a Jesus: “Esqueceram de mim”. E nesse mês de Natal o esquecimento é ainda mais latente. Ao invés de lembrar-se do nascimento de Jesus Cristo o Filho de Deus, as pessoas entregam-se à um materialismo desenfreado e substituem o Cristo por uma figura folclórica, conhecida como papai Noel. O mercado é aquecido e Cristo é esquecido. Esqueceram que no Natal deviam lembrar-se do nascimento de Jesus, e, no entanto, estão mais preocupados em dar e receber presentes. Esqueceram que o maior presente já foi nos dado, quando o Pai movido por amor nos entregou o Seu único Filho para morrer na cruz em favor de pecadores.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PAPAI NOEL OU PAPAI DO CÉU?

Primeiramente escrevi esse texto para o meu filho, Hilquias, de seis anos de idade. Por isso conservei uma linguagem infantil. Porém, resolvi compartilhar com os adultos, pois muitos parecem ter uma mentalidade de criança, e precisam ser lembrados da verdade de que devemos servir a Deus e não a Noel. O que fiz nesse texto foi colocar frente a frente o “deus de dezembro” e o SENHOR, Deus de Israel. E ficou assim:
Noel é uma invenção, criado por mentes humanas; Deus é autoexistente, eterno, Criador e Sustentador de todas as coisas. Noel é um velho senil, barrigudo, com uma risadinha tosca; Deus é sabedor de todas as coisas, Ele conhece o fim desde o princípio:
“Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade...” (Is 46.9,10).

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

AMOR... TÃO GRANDE AMOR.

Escrever e falar sobre o amor é tarefa fácil, mas viver uma vida de amor altruísta, abnegado, ativo é difícil, para o homem não regenerado, eu diria que é impossível. Por isso, Deus, por pura graça e misericórdia, através de Seu Espírito derramou do Seu amor em nosso coração (Rm5.5). Por isso o Novo Testamento apresenta o amor como a preeminente virtude cristã, caracterizando todos aqueles que são filhos de Deus. O Senhor Jesus Cristo declarou:
“Novo mandamento vos dou: que vos amei uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos amei uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34,35).
O apóstolo João escreve:
“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1 João 4.7,8).

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

IGREJAS HISTÓRICAS: VOCÊS PRECISAM FAZER HISTÓRIA!

Todos nós, ou pelo menos a grande maioria, nos orgulhamos de sermos lembrados como os pioneiros do Protestantismo no Brasil e de fazermos parte, de maneira muito direta, daquele espantoso e transformador movimento da igreja do século XVI conhecido como Reforma Protestante.
Olhamos para o passado e ficamos admirados com os maravilhosos feitos dos grandes homens de Deus, e fazemos questão de lembrar aos mais desavisados, que a maioria desses homens que foram poderosamente usados por Deus eram calvinistas.
Porém, ninguém consegue sobreviver por muito tempo apenas olhando e admirando as glórias do passado. A história continua e o tempo não para, e temos a responsabilidade de darmos continuidade à história.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

ORAÇÃO E PREGAÇÃO

Orar e pregar que verbos difíceis de conjugar,
Isso porque nós mesmos quisemos a ambos separar;

Procuramos tantos métodos, formas extravagantes,
E ao final da história continuamos sempre errantes;

Marchamos para a direita e para a esquerda
sem nenhuma mudança promover,
E de Atos 6.4 procuramos nos esquecer;

terça-feira, 25 de novembro de 2014

CONFIANÇA EM DEUS, NA ADVERSIDADE (Salmo 3)

Esse é o primeiro dos 73 Salmos atribuídos diretamente a Davi, e ele o compôs numa ocasião difícil e marcante em sua vida, quando o seu filho Absalão conspirou contra ele e o perseguiu. Embora Davi tenha sido um grande homem, infelizmente, mostrou-se um pequeno pai. Sua casa foi transtornada por vários episódios lamentáveis (Cf. 1Sm 13-18).

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CONHECIDO PELO INFERNO

“A minha maior ambição na vida, disse Leonard Ravenhill, é estar na lista dos mais procurados do diabo”.
Nenhum homem que ouse dedicar-se inteiramente a Deus escapará incólume dos ataques infernais. O diabo não gosta de nenhum homem, menos ainda daqueles que destroçam o seu reino mediante a proclamação da Palavra de Deus e de uma vida em conformidade com Cristo.
Um dos homens mais ousados e destemidos da História sabia bem o que era isso. O Reformador Martinho Lutero sabia que ao proclamar à verdade atrairia sobre si a fúria de homens e demônios. Ele mesmo declarou:
 “Quando uma pessoa fala a verdade e age segundo ela, desperta ira e inimizade. Isso não é culpa daqueles que falam a verdade, mas dos que não querem ouvir a verdade. Ele deverá informar o mundo que isso consiste em viajar na larga estrada para o inferno e a morte eterna. Contudo, se assim fizer, ele enfurecerá o mundo e ficará o diabo no seu pescoço”.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

UMA CRISE DE OBEDIÊNCIA

A igreja primitiva colocou o mundo de cabeça para baixo, mas hoje tem acontecido exatamente o contrário. É penoso, dói o nosso coração constatarmos esse inequívoco fato. Não dar e nem adianta tapar o sol com a peneira. De fato vivemos uma crise de obediência, de descrédito para com a Palavra de Deus, de relativização da verdade. Nos acostumamos com uma “espiritualidade” que se contenta em ir dominicalmente aos cultos, sem no entanto, comprometer-se com os valores básicos da fé cristã.
E um desses distintivos cristãos que é o amor pelos perdidos, o desejo sincero de vermos vidas sendo transformadas tem perdido a cada dia que se passa espaço em nossas vidas. Nutrimos grande admiração pelos grandes homens do passado, mas não ousamos imitar a sua fé e o seu compromisso com a obra de Deus. Nos falta fervor e paixão em ver almas rendidas aos pés de Cristo, verdadeiramente transformadas pela pregação genuína da Escritura. Não procuramos com afinco a dracma perdida, no máximo nos contentamos em polir nossas moedas.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

AGOSTINHO E O MÉTODO ALEGÓRICO DE INTERPRETAÇÃO

Agostinho de Hipona (354-430), foi um dos maiores e mais influentes teólogos da igreja cristã. Respeitado tanto por católicos como por protestantes, Agostinho cravou o seu nome de uma vez por todas nos anais da história. Esse homem foi tão importante para os ideais da Reforma Protestante e seus escritos influenciaram de maneira tão profunda os reformadores, que há quem diga que a Reforma Protestante, bem que podia ser chamada de “Reforma agostiniana”.
Sua teologia desenvolveu-se em um período de conturbados e acalorados debates. E enquanto travava verdadeiras batalhas contra os maniqueus, donatistas, Pelágio e tantos outros, verdadeiras pérolas brotaram da pena de Agostinho. Dentre seus escritos mais importantes destacam-se: Confissões¸ A Trindade, que ele levou 16 dezesseis anos para termina-la, O livre-arbítrio, Cidade de Deus e a Doutrina cristã.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O REINADO DO UNGIDO DE DEUS (Salmo 2)

1.1 O versículo primeiro é um paralelismo sinonímico, isto é, quando o pensamento da primeira linha é repetido com conceitos similares na segunda linha.
O comentarista bíblico, Warren Wiersbe, diz que o Salmo 1 enfatiza a lei de Deus, enquanto o Salmo 2 concentra-se na profecia. As pessoas do Salmo 1 se comprazem com a lei, mas as pessoas do Salmo 2 desafiam a lei. O Salmo 1 começa com uma bem-aventurança e o Salmo 2 termina com uma bem-aventurança.[1]
O salmista inicia esse Salmo descrevendo a rebelião das nações contra o SENHOR e Seu Ungido. Revoltados contra o domínio do Altíssimo eles agem com rebeldia insensata, porém essa rebelião não tem a mínima chance de sucesso. Deus não é como um rei humano que tem muitíssimo trabalho para conter alguns camponeses revoltosos. Ninguém pode lutar contra Deus e prevalecer. Não importa o quão robusto, ricos e poderosos sejam os ímpios, contra Deus eles não podem, jamais, prevalecer.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O CALVINISMO E O EVANGELISMO.

Momentos antes de subir ao céu para assentar-se a direita de Deus Pai Todo poderoso, o nosso amado Senhor Jesus disse aos seus discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16.15,16). È interessante notarmos que as palavras de Jesus não são um pedido, mas sim uma ordem. A grande comissão é uma ordem expressa de Cristo. É um imperativo. Essa ordem ultrapassa o tempo e não se limita aos discípulos do primeiro século, mas ela é viva e atual. Jesus nos constituiu como sal da terra e luz do mundo. Os calvinistas captaram muito bem essa verdade e levaram multidões de pessoas a luz da verdade divina.
Os reformadores sempre tiveram um grande senso evangelístico. Os primeiros missionários protestantes que chegaram ao Brasil foram enviados pelo reformador João Calvino. Eles foram perseguidos e mortos por causa de sua fé, mas deixaram plantado no solo de nossa pátria a bendita semente do Evangelho. Os ministérios dos grandes vultos da fé reformada nunca se limitaram a igreja. Onde estivessem os pecadores, ali estavam eles, nas praças, casas, fazendas, mercados, eles proclamavam com poder e graça as boas novas do Evangelho.  O próprio Calvino abominava a religião limitada ao gabinete, á cela ou a Igreja. Com o salmista, ele invoca o céu e a terra, invoca todas as pessoas e nações a dar glória a Deus.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A BREVIDADE DA VIDA

Nesses dias li a história de um homem que ficou doente na sexta-feira, foi hospitalizado no sábado, faleceu no domingo e foi sepultado na segunda-feira. E diante desses acontecimentos nós paramos para meditar sobre a brevidade da vida.
A Bíblia nos chama a considerarmos a falibilidade dos projetos humanos e a brevidade da vida. Algumas imagens usadas pelos escritores sagrados apontam claramente para a brevidade da vida humana. “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg 4.14). “Tu os arrastas na torrente, são como um sono, como a relva que floresce de madrugada; de madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca (Sl 90.5,6).

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A DOUTRINA DA ELEIÇÃO.

A doutrina da eleição foi motivo de debates acalorados no passado e continua sendo matéria de polêmica em nossos dias. E alguns distorcem essa bendita doutrina gerando grandes prejuízos. Muitas inverdades são lançadas sobre ela, das quais destaco as seguintes:
1. Foi João Calvino que a inventou. Segundo essa teoria, a doutrina da eleição jamais existiria se um homem chamado João Calvino não tivesse criado essa doutrina, que segundo eles é uma grande heresia. Aqueles que se agarram a essa posição, agarram-se em fraco fundamento, pois revelam não apenas desconhecimento bíblico, mas também desconhecimento da própria História da Igreja. Essa doutrina esteve presente nos escritos dos Pais da Igreja, que viveram muito antes de Calvino.
 Agostinho de Hipona, por exemplo, já fazia forte menção a ela no século IV d.C. No entanto, essa doutrina não é calvinista, nem agostiniana, ela é uma doutrina bíblica. Negá-la é jogar fora uma enorme gama de versículos bíblicos. Nós a encontramos nos textos do apóstolo Paulo, nos escritos de Pedro, João, Judas, Tiago, Lucas e nas palavras do próprio Jesus quando disse: “Não fostes vós que me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós...” (Jo 15.16).

terça-feira, 28 de outubro de 2014

REMEMORANDO À REFORMA

No dia 31 de outubro completará 497 anos desde que Lutero fixou suas 95 teses na porta da igreja do Castelo de Wittenberg, deflagrando a Reforma Protestante que mudaria os alicerces da Europa e do mundo inteiro.
Nesses dias, meditando acerca desse evento tão importante na vida da Igreja, resolvi escrever sobre ele usando versos e rimas. E assim ficou:

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Aniversário IPRussas - 70 anos!

Convite Especial

A Igreja Presbiteriana de Russas – IPR tem a grata satisfação de convidar você, sua família e igreja para participar da nossa festa de aniversário de 70 anos de fundação. Realizaremos cultos de Ação de graças à Deus, nos dias 08 09/11/2014 (Sábado e Domingo) a partir das19h00m.
Por isso, contamos com a sua presença.
Em breve divulgaremos nossa programação e preletores.
                                                                         
                                                                            Rev. Daniel de Barros
                                  Concílio da IP Russas 

ESTÁ CONSUMADO”

“Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30).
Sou plenamente convicto que a cruz não foi uma reflexão tardia, não foi um acidente humano, não foi uma espécie de plano B porque o plano A havia fracassado, mas a cruz foi uma determinação divina. “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar...” (Is 53.10).
A sexta declaração de Jesus na cruz não foi um gemido de um homem derrotado, mas sim um grito triunfante de vitória do Filho de Deus, nosso bendito Salvador. Não se tratava de um lamento de uma vítima vencida pelas circunstâncias, mas o grito de um vencedor exterminando todos os seus adversários. Aos trinta e três anos de idade, a maioria das pessoas costumam afirmar: “É o começo”, mas na mesma idade, Jesus dizia: “Está consumado”.  Na língua grega, o significado dessas palavras é: “Está consumado, permanece consumado e estará sempre consumado”.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

UMA ESPOSA PRUDENTE: PRESENTE DE DEUS

“Pregar, discutir, admoestar, edificar, estar à disposição de cada um – que fardo, que peso, que trabalho!”. Essas palavras foram ditas por Agostinho de Hipona ao sentir o peso do ministério pastoral.
Eu não sou pastor, mas confesso, que estou me sentindo assim. Pregar, ensinar, combater, pesquisar, escrever... que trabalho. Nesses dias angustiado com tantas coisas para fazer, pensei em dar um tempo. Nessas horas difíceis precisamos desabafar com alguém. E a minha esposa tem me ouvido com paciência a sete anos. A minha esposa é parte integrante de tudo que eu faço. A experiência e as Escrituras atestam que uma “mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Pv 14.1).
Em Provérbios 21. 9 assim está escrito: “Melhor é morar no canto do eirado do que junto com a mulher rixosa na mesma casa”.
 Certamente, casar não é tarefa fácil. Muitos são os desafios. E que benção de Deus é ter uma esposa sábia e prudente! Certamente é um presente de Deus em nossas vidas.
“A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do SENHOR, a esposa prudente” (Pv 19.14).

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A BEM-AVENTURANÇA DOS JUSTOS (Salmo 1)

Esse Salmo serve como introdução ao restante do livro. O seu título “Os justos e os ímpios” ou “A felicidade dos justos e o castigo dos ímpios”, é um tema corrente em toda a Escritura. Ele faz um contraste entre o justo e o ímpio, entre a felicidade que aguarda aqueles que são queridos por Deus e entre os que rejeitam os Seus caminhos e seguem seu próprio rumo. Lembremo-nos das palavras de Salomão: “Há caminhos que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte”. (Pv 16.25). Muitos dizem que o importante é ser sincero, mas, o autor sagrado nos mostra que não basta ser sincero, pois muitos sinceramente seguem rumo à destruição! Quando o homem rejeita o caminho de Deus revelado em Sua Palavra, não resta mais nada, senão, ilusão.
1.1 Bem-aventurado...
 Essas palavras iniciais nos fazem lembrar o sermão de Cristo, conhecido como o “sermão das bem-aventuranças”, onde ele inicia com essa magnifica palavra: bem-aventurados... Esse termo em hebraico é asher, nome de um dos filhos de Jacó (“Aser”; Gn 30.12,13). Trata-se de um termo plural: “Ó, as alegrias! As bem-aventuranças! As bênçãos!”. O equivalente grego é “feliz” ou “abençoado”.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

BREVE INTRODUÇÃO AO LIVRO DOS SALMOS

O título do livro dos Salmos na Bíblia Hebraica é “Tehillim”, que significa “louvores” ou “cântico de louvor”, ás vezes também é chamado de “Sepher Tehillim”, que significa “Livro de louvores”. A tradução grega do Antigo Testamento (a Septuaginta) empregou o termo Psalmoi ou Psalterion que quer dizer: “um cântico entoado com o acompanhamento de um instrumento de cordas”. A Vulgata (tradução da Bíblia dos idiomas originais hebraico e grego para o latim feita por Jerônimo) seguiu a Septuaginta e chamou o livro de Psalmorum , do latim Psalterium, “um instrumento de cordas”.
O Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos possuíam grande estima por esse livro. No Novo Testamento encontramos mais de quatrocentas alusões ou citações dos Salmos. Jesus usava os Salmos em Seus ensinamentos ao povo. No Sermão do Monte, Jesus Cristo declarou que os mansos herdariam a terra (Mt 5.5 comp. Sl 37.11). Ao falar por parábolas (Mt 13.55), Cristo fez alusão direta ao Salmo 78.2. No início de seu ministério, quando Cristo demonstrou todo o seu zelo pela casa de Deus, os Seus discípulos se lembraram do Salmo (69.9; Jo 2.17). Ao referir-se ao traidor, o nosso Senhor o fez com as palavras do Salmo (41.9; Jo 13.18). Quando o Senhor estava naquela horrenda cruz em profunda dor, as palavras que brotaram de Seus santos lábios foram as do Salmo 22.1; Mt 27.46; e Suas últimas palavras: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. Eram do Salmo 31.5.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O SELO DO ESPÍRITO SANTO (Ef 1.13,14)

O capítulo 1 de efésios é maravilhoso. O apóstolo Paulo, mostra-nos que a salvação é trinitária. Toda a santíssima trindade está ativamente envolvida na nossa salvação. Paulo começa elencando as bênçãos procedentes do Pai que são a eleição, predestinação e adoção, tudo para louvor da glória de sua graça (Ef 1.3-6). Depois Paulo elenca as bênçãos procedentes do Filho que são a redenção pelo seu sangue e a remissão dos pecados, para louvor da sua glória (Ef 1.7-12), e por último, mas não menos importante, temos as bênçãos procedentes do Espírito Santo que são o selo e a garantia, em louvor de sua glória (Ef 1.13,14).
O iminente expositor bíblico, Warren W. Wiersbe destaca quatro aspectos da selagem do Espírito Santo que passaremos a considerar.[1]

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A MARAVILHOSA DOUTRINA DA ADOÇÃO.

Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade” (Ef 1.5).
Essa doutrina é particularmente bela e solene. Ela é alívio para uma consciência aflita e refúgio para uma alma cansada. Sabermos que Deus é nosso Pai celestial, que fomos adotados em Sua sagrada família é motivo dos mais altos louvores.
Nascemos na família de Deus. Ele mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, por pura graça e misericórdia decidiu nos adotar. A adoção é um ato livre da graça de Deus. É uma escolha voluntária. Ao sermos adotados na família de Deus, recebemos um novo nome, uma nova herança e uma nova vida. O nosso passado de pecado, de miséria é deixado para trás. A nossa dívida é cancelada. Nos tornamos participantes da herança de Deus. O apóstolo Paulo escrevendo aos romanos declara: “Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo...” (Rm 8.17). Deus colocou à nossa disposição as riquezas de sua graça (Ef 1.7; 2.7), as riquezas de sua glória (Fp 4.19), as riquezas de sua bondade (Rm 2.4) e as riquezas de sua sabedoria (Rm 11.33ss) – e todas as riquezas de Deus encontram-se em Jesus Cristo (Cl 1.19; 2.3). Ele é nosso irmão mais velho.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A IMPORTÂNCIA DOS CREDOS, CATECISMOS E CONFISSÕES.

Vivemos tempos tormentosos, tempos de confusão teológica, liberalismo e apostasia. Todos os dias surgem novas linhas de pensamento que na verdade não passam de velhas heresias com uma nova roupagem e abordagem. A Igreja de Cristo, em meio a tanta confusão, precisa encher-se de ousadia e expressar claramente a sua crença.
Desde o início a Igreja de Cristo foi confessional. O apóstolo Paulo chega a dizer: “Se creem com o coração, tem que confessar com a boca” (Rm 10.9-10).  Judas, por exemplo, faz referência direta a algum tipo de formulação existente no seu tempo. Ele fala da "fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (v. 3). O comentarista bíblico Michael Green diz que: “A palavra entregar, Gr. Paradidomai é a palavra usada para transmitir tradição autorizada em Israel (cf. 1Co 15.1-3; 2Ts 3.6), e Judas, portanto, está dizendo que a tradição apostólica cristã é normativa para o povo de Deus. O ensino apostólico, e não qualquer moda teológica que atualmente esteja em voga, é a marca do cristianismo autêntico”.[1] Essa “fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” é o conjunto de verdades reveladas que estavam de alguma forma sistematizadas e eram aceitas pelos crentes de então. O ensino e a pregação apostólica regulamentavam a igreja como vemos em Atos 2.42: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos...”

terça-feira, 30 de setembro de 2014

TEÍSMO ABERTO: UMA MALDITA HERESIA.

Não existe algo mais triste e irritante do que ouvir um adepto do Teísmo Aberto blasonando a sua verborragia malcheirosa contra Deus. O Teísmo Aberto, também chamado de Teologia Relacional, é uma verdadeira afronta contra o Deus da Escritura. Essa maldita heresia apresenta-nos um “Deus” pequeno, que estaria sempre aprendendo coisas novas, evoluindo, acompanhando os eventos sem ter a capacidade de interferir.
Ainda lembro-me como se fosse hoje, em que na ocasião do Tsunami ocorrido no Japão, os “mestres” desse movimento disseram que Deus não sabia que um Tsunami atingiria o Japão e mesmo que soubesse não poderia impedi-lo. Em outras palavras, o Teísmo Aberto despoja Deus de Seu eterno poder. Nessa perspectiva “teológica”, a Onipotência, Onipresença e Onisciência não faz nenhum sentido.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

A BÍBLIA TINHA RAZÃO.

Pregar a Palavra de Deus de maneira fiel nunca foi tarefa fácil. Ser boca de Deus em um mundo caído nunca foi popular. Definitivamente, a verdade não é popular. O evangelho não é atraente.
Em seus dias o profeta Jeremias já havia constatado esse fato, o profeta com o coração quebrantado declarou: “A quem falarei e testemunharei, para que ouçam? Eis que os seus ouvidos estão incircuncisos e não podem ouvir; eis que a palavra do SENHOR é para eles coisa vergonhosa; não gostam dela (Jr 6.10).
Essas pessoas descritas pelo profeta não davam crédito a palavra de Deus anunciadas por Jeremias, ao invés disso ouviam com muita presteza as mensagens superficiais e mentirosas dos falsos profetas, esses ofereciam ao povo mergulhado no pecado um placebo, uma mensagem rasa que não tratava com seriedade o pecado “curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz” (Jr 6.14).

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A FRAQUEZA HUMANA E O PODER DE DEUS.

Muitos querem passar a impressão de que os personagens bíblicos eram verdadeiros “super-homens”, seres lendários, mitológicos e que portanto, impossíveis de serem imitados. Mas ao olharmos mais de perto descobrimos que eles eram bem humanos. Como bem disse Tiago: “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos...” (Tg 5.17). Essa verdade poderia ser dita e aplicada a qualquer outro personagem bíblico, como por exemplo, Davi, Jonas, Jeremias, Gideão, Pedro, Moisés etc.
A Palavra de Deus não empurra para debaixo do tapete as falhas dos nossos heróis. Por isso podemos nos identificar com eles em suas dúvidas, temores, fraquezas e dores. Eu particularmente, me identifico muito com Moisés. Esse homem que era culto, educado, bem instruído em toda a ciência dos egípcios (At 7.22), mostrou-se totalmente incompetente ao tentar fazer as coisas do sua própria maneira. Ao ver um egípcio espancando um hebreu, Moisés mata o egípcio e o esconde na areia (Êx 2.11,12). Não duvido dos sentimentos e sinceridade de Moisés em tentar ajudar o seu povo, mas ele descobriria que o livramento não se daria pelas suas mãos e sim pelas mãos de Deus (Êx 13.3; At 7.25).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A MAJESTOSA OBRA DE CRISTO.

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13,14).
Talvez nenhum parágrafo do Novo Testamento contenha tanta doutrina concentrada sobre Jesus Cristo do que este. Esses dois versículos nos mostram de maneira clara e poderosa grandes verdades sobre a salvação que nós temos, mediante a fé em Jesus Cristo.
O apóstolo Paulo nos mostra e toda a Escritura confirma que o maior problema do homem é o pecado. O coração do problema é o problema do coração. E este problema não pode ser resolvido por nenhum filósofo ou líder religioso. Os pecadores precisam de um Salvador, e a Bíblia nos apresenta o único e suficiente Salvador, Jesus Cristo. Ele foi Ungido e designado pelo Pai para ser o Salvador de pecadores. E Paulo, aqui nesses dois versículos, mostra-nos quatro atos de salvação realizados por Cristo a favor de nós. 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

AS TESTEMUNHAS DO MESSIAS (2ª PARTE).

Observamos no nosso primeiro estudo o testemunho de João Batista a respeito de Jesus. Agora daremos continuidade ao nosso estudo sobre as testemunhas do Messias.
 Outra testemunha que Jesus evocou foram as Suas obras. (Jo 5.35-36). Os milagres de Jesus testemunharam fortemente de sua divindade. Ele mesmo disse que suas obras eram as mesmas obras de seu Pai. “Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras” ( Jo 14.11). “Tudo que o Pai faz, o Filho faz igualmente” (Jo 5.19). Até mesmo Nicodemos teve de reconhecer que os milagres de Jesus o qualificavam como alguém “vindo da parte de Deus” (Jo 3.2). Mas quais são essas obras que o igualam ao Pai?
Em primeiro lugar, o poder de ressuscitar os mortos: Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer” (Jo 5.21). Os judeus acreditavam que somente Deus podia ressuscitar pessoas; esta era uma das suas principais prerrogativas e uma das maiores provas do seu poder. Para os líderes judeus, era uma blasfêmia Jesus afirmar ser capaz de ressuscitar os mortos, pois atribuíam esse poder somente à Deus. Warren Wiersbe diz que os judeus ensinavam que Jeová tinha as três grandes chaves: a chave para abrir os céus e dar as chuvas (Dt 28.12); a chave para abrir o ventre e permitir a concepção (Gn 30.22); e a chave para abrir o túmulo e trazer quem desejasse de volta dos mortos (Ez 37.13). [1] Como o Pai, Jesus ressuscita os mortos e lhes dá a vida. O fato de Jesus ter autoridade para ressuscitar os mortos é prova de que é igual ao Pai, portanto, Ele é Deus!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

AS TESTEMUNHAS DO MESSIAS (1ª PARTE).

Após as impressionantes declarações de Jesus, os fariseus, na tentativa de desacreditá-lo disseram: “Tu dás testemunho de ti mesmo; logo, o seu testemunho não é verdadeiro” (Jo 8.13). Eles baseavam essa declaração na lei de Moisés que requeria o testemunho de duas ou mais testemunhas, dignas de fé, a fim de sustentar a afirmação de um fato ( Dt 19.15). Frank Pack diz que segundo o Mishnah “Homem algum pode dar evidências de si mesmo”.[1] Cristo reconheceu a veracidade deste princípio (Jo 5.31) e não deixou essa questão sem resposta e evocou as suas testemunhas.
O termo “testemunha” é uma palavra-chave no evangelho de João, aparecendo mais de cinquenta vezes. No capítulo 5 do evangelho de João, Jesus Cristo cita várias testemunhas. Quais são portanto, as testemunhas do Messias?
A primeira testemunha é João Batista (5.33). João Batista foi o último profeta da antiga aliança, sendo um dos personagens mais importantes do Novo Testamento, no qual é mencionado pelo menos 89 vezes. João Batista nasceu em uma família sacerdotal, ele pertencia a tribo de Levi (Lc 1.5), ele era primo de Jesus e também seu precursor (Mt 3.3; Lc 1.5-25,36), tendo o privilégio especial de apresentar Jesus à nação de Israel. O ministério de João foi curto, porém, impactante. Ele não fez nenhum milagre, mas tudo que ele disse a respeito de Jesus era verdade (Jo10.41). Ninguém chamado para ser testemunha poderia desejar um elogio maior do que o de todas as coisas que ele disse serem verdadeiras. [2]

terça-feira, 9 de setembro de 2014

JESUS, O FILHO AMADO DO PAI.

Muito se tem dito do amor de Deus pelos homens pecadores, passagens como João 3.16 e Romanos 5.8 constantemente nos lembra desse fato. Porém, as vezes o amor do Pai por Seu Filho Jesus Cristo parece não ser lembrado com a mesma força. E isso é uma pena, pois o amor que une o Pai e o Filho é algo magnífico.

A primeira vez que lemos a Palavra amor no Novo Testamento é quando Jesus, após ser batizado por João Batista nas águas do Jordão, e o Espírito Santo descer sobre Ele como uma pomba, a voz do Pai rasga os céus dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17).

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO.


Durante séculos os cristãos tem pregado a mensagem da cruz, proclamando ao mundo de que Deus enviou o Seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer numa cruz em favor de pecadores. Mas a cruz é apenas uma parte do drama da redenção, a morte de Cristo não é o fim da história, as notícias da sexta feira não são as últimas, ainda há as notícias do domingo, o quadro não está completo se falarmos apenas de sua morte, devemos olhar para o túmulo onde puseram o corpo do Salvador, contemplar e ver que ele está vazio, pois Jesus Cristo já ressuscitou.
Se Cristo tivesse apenas morrido o evangelho seria “más notícias”, se Cristo tivesse apenas morrido, a morte teria a última palavra, mas Ele ressuscitou, venceu a morte e vive eternamente. Se a fé cristã é identificada através da cruz, também é reconhecida através do túmulo vazio. O túmulo vazio é o berço de onde nasce a Igreja. Adoramos e servimos não o Cristo que esteve vivo e agora está morto, mas sim o que Cristo que esteve morto, mas agora está vivo. A ressurreição de Cristo dentre os mortos é parte tão essencial do evangelho quanto a sua morte sacrificial na cruz.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

ENTREVISTA COM CALVINO.

Se você pudesse ter a oportunidade de entrevistar Calvino, o que você perguntaria? Bem, não sei o que vocês diriam a ele, mas eu faria mais ou menos assim.

Boa Noite, está no ar mais uma edição do Jornal Reforma já! O seu programa de entrevistas e notícias cristãs. Hoje nós temos o prazer de receber o teólogo, comentarista, sistematizador de doutrinas, pregador, pastor e servo de Cristo, João Calvino.

Calvino, logo de início quero falar de um assunto que está na moda.
1. Temos visto muitos pastores e pregadores dando muita ênfase aos milagres, a ponto de haver reuniões especificas para isso, e no fim o pregador é visto como o “poderoso” e assim o seu próprio nome e ministério é exaltado. Como você analisa esse evangelho centrado apenas em milagres?
- Sejam quais os milagres que busquem glorificar a criatura em lugar do Criador, e que fomentem a mentira em lugar da Palavra de Deus, são manifestações do Diabo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

GRANDES COISAS FEZ O SENHOR POR NÓS.

Aprendemos na Bíblia Sagrada que Deus é o Criador e o Sustentador de todas as coisas. Deus criou o mundo e não o deixou entregue ao acaso, mas o dirige com a sua divina providência. Deus é o SENHOR Supremo de todo o universo, as rédeas da História está nas mãos de Deus. Não existe acaso, não existe azar, mas o homem de fé crer que Deus está no controle de sua vida.
Penso que uma grande tragédia hoje em dia dar-se pelo fato de uma visão pequena de Deus. Quando cultivamos pensamentos acerca de Deus que não são dignos dEle, vivemos uma vida atemorizada e desanimada. Muitos têm apresentado um Deus que pode ser vencido, frustrado em Seus propósitos, impedido em Sua vontade. A . W. Tozer dizia que: “A essência da idolatria é alimentar pensamentos sobre Deus que não são dignos dele”.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

JESUS O CAMINHO DA VIDA.

“Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.11,12).

Algumas pessoas dizem que em tempos diferentes devemos pregar mensagens diferentes. Essas pessoas pensam que podem moldar a mensagem bíblica e adaptá-la a um molde que agrade a todos. E infectados por essa mentalidade acabam corrompendo o evangelho e pervertendo a graça de Deus. Já ouvi pregadores dizerem que todos os caminhos conduzem o homem a Deus. Que o que importa é ser sincero. Que na verdade todas as religiões são boas. Mas será que isto é bíblico? Será que todos os caminhos conduzem o homem ao céu? Quantos caminhos há para o céu? A resposta clara das Escrituras é a seguinte: Somente Jesus é o caminho. Não importa o quão sincero ou bem intencionado o homem seja, se ele estiver fora de Cristo ele está debaixo de condenação. Quando o dilúvio cobriu a terra, só havia um lugar seguro, a arca de Noé. E para todos aqueles que buscam escapar da terrível ira de Deus contra o pecado, só há um refúgio seguro: a cruz de Jesus Cristo. Nada pode obter a paz com Deus, nem salvar do pecado, com a sua culpa, poder e consequências, se não Jesus Cristo.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A PREGAÇÃO DE UM REFORMADOR


Falar de pregação poderosa em nossa época parece algo obsoleto e quase que desconhecido. Isso pelo fato de que a pregação genuinamente bíblica parece não atrair as pessoas. Muitos pregadores que deveriam ser defensores da verdade capitularam-se à heresia e cederam ás pressões populares que exigem uma pregação cada vez mais leve em suas exigências.
Cada dia que passa a pregação bíblica desaparece de nossos púlpitos. Os sermões estão cada dia mais curtos, tornando-se impossível apresentar o conselho de Deus em apertados 15 minutos. Além disso, a visão do que hoje é pregação bíblica está ofuscada. Muito daquilo que denominamos “pregação”, na verdade não passa de entretenimento barato, teatro de bonecos e superficialidades. Muitas pregações estão tão psicológicas que para muitos Freud é Deus. Devido à isso, os pregadores estão bebendo em fontes estranhas as Escrituras. Buscam a autoajuda e não a ajuda do Alto. Recorrem não à Palavra de Deus, mas sim ás palavras dos homens. Não querem estudar doutrina, mas mergulham de corpo e alma nos manuais de psicologia e livros de autoajuda. Em busca de um crescimento rápido, os homens criaram métodos, que via de regra, não inclui a pregação da Palavra de Deus. Muitos não pregam a Palavra, pois não creem que ela possa produzir grandes resultados, e por não crerem no poder do Evangelho de Jesus Cristo e nas grandes doutrinas da graça, abriram seus corações e o entupiram de toda sorte de males destrutivos à saúde da igreja.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

ESPERANÇA EM MEIO AO SOFRIMENTO.


Certo pastor disse a um grupo de jovens aspirantes ao ministério: “Pregue para os que sofrem, e nunca ficará sem congregação. Há um coração partido em cada banco de igreja”. O sofrimento é uma linguagem universal. Comum a todas as pessoas. Desde que o pecado entrou no mundo as lágrimas de dor e sofrimento vem molhando o nosso rosto. “O homem nasce para o enfado, como as faíscas das brasas voam para cima” (Jó 5.7). Talvez o seu coração tenha sido partido pela descoberta de uma grave enfermidade; por um trágico acidente ou pela perda de alguém que você tanto amava. Em momentos como esses precisamos de força para não desistirmos. Esperança para enxergarmos além do sofrimento.

sábado, 16 de agosto de 2014

A FORMAÇÃO DE UM REFORMADOR.

Se Martinho Lutero foi o grande líder da Reforma, João Calvino foi aquele que lhe deu uma firme direção. Se Lutero é o maior tradutor da Reforma, Calvino é o maior dos pregadores e comentaristas, sendo chamado justamente de o príncipe dos expositores. A Reforma Protestante encontrou em Calvino o seu maior sistematizador. João Calvino era um homem além de seu tempo, sua obra é tão abrangente que 500 anos depois ainda é fonte de estudos e pesquisas dos autores mais renomados. Calvino era um homem tão brilhante que aos 27 anos de idade escreveu a sua obra magna, As institutas da religião cristã, onde ele expõe as quatro verdades básicas do credo: creio em Deus Pai, creio em Deus Filho, creio em Deus Espírito Santo, creio na Igreja. Essa obra é um verdadeiro marco da Igreja Protestante.
Mas, qual foi à formação de Calvino? Como foram os anos que antecederam ao seu chamado e como ele teve contato com as verdades reformadas?  É o que nós veremos nesse estudo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Tirinha


Salmo 139: Por que o Senhor nos acompanha onde quer que formos, ele nos vê e nos ouve onde quer que estejamos.

O QUE É PECADO?

Ao fazermos uma definição dessa doutrina tão importante não devemos consultar os manuais de sociologia ou antropologia, mas devemos nos voltar para as Escrituras para ouvir com atenção o que ela tem a nos falar.
A Bíblia apresenta várias definições de pecado: “Tudo o que não provém de fé é pecado” (Rm 14.23). “Os desígnios do insensato são pecado” (Pv 24.9). “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg 4.17).

Mas talvez a melhor definição do que é pecado tenha sido apresentada por João, o teólogo. Em sua primeira Epístola ele escreveu:
“Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3.4).
O Breve Catecismo de Westminster sensível a revelação bíblica diz o seguinte na pergunta 14 (o que é pecado?) e a resposta é clara, breve e radicalmente bíblica:
“Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão dessa lei”.
O apóstolo Tiago declara que qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos (Tg 2.10). Portanto, começamos a entender que pecado consiste em fazer, dizer, pensar, agir ou imaginar qualquer coisa que não esteja em perfeita conformidade com a lei de Deus. A essência do pecado é a transgressão da lei de Deus. Pecado é a não conformação do eu com a lei de Deus. É rebelião contra a Sua santa vontade. É desconsideração com a lei. Pecado é a incapacidade de viver em perfeita conformidade com a lei de Deus. 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

A INFLUÊNCIA DE ROMANOS NA HISTÓRIA CRISTÃ

De todas as cartas paulinas provavelmente Romanos seja a mais importante. Além de ser a sua carta mais extensa é uma das mais doutrinárias, ricas e estruturadas. E essa carta mais do que qualquer outra tem influenciado de maneira decisiva a história mundial.
Foi por intermédio da leitura dessa carta que no verão de 386 d. C, Aurélio Agostinho foi convertido a Cristo. Agostinho, antes de sua conversão, levava uma vida marcada pela imoralidade, ele sabia que aquele modo de vida era incorreto, mas não conseguia libertar-se dos seus vícios sexuais, ele mesmo admite que a sua constante oração era: Dá-me o dom de castidade, mas ainda não. Assim uma verdadeira batalha era travada na alma de Agostinho, uma luta entre o querer e o não querer. Queria tornar-se cristão, mas não desejava abandonar as alegrias mundanas.
Certo dia, em agosto de 386, Agostinho se pôs a chorar no Jardim de seu amigo Alípio. Em terrível agonia de espírito, Agostinho quase persuadido a começar vida nova, mas sem chegar à resolução final de finalmente romper com a vida que levava. Naquele terrível dilema, Agostinho ouviu uma canção infantil, uma criança cantava: Tolle, lege! Tolle, lege! (Toma e lê! Toma e lê). Ao voltar os seus olhos ao manuscrito que estava ao lado os seus olhos foram guiados a estas palavras:
“Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (Rm 13.13,14).

terça-feira, 5 de agosto de 2014

UMA PARÁBOLA PARA SER LEMBRADA

Nesses últimos dias os olhos do mundo estão voltados para o Oriente Médio, para o conflito Israel-Palestina. Egito, Estados Unidos e a União Europeia tentam chegar a um acordo de cessar-fogo, mas até o presente momento o fim dos conflitos que já vitimaram milhares de pessoas, muitas delas civis, parece ser um sonho distante. Combates violentos e acusações de ambas as partes são predominantes. Ambos os lados reivindicam para si o direito sobre a Terra Santa.
O erudito, Kenneth Bailey, em seu excepcional livro, “As Parábolas de Lucas” (Vida Nova), fala um pouco desse desejo de “herança”. Quem de fato tem direito sobre Jerusalém – os judeus os árabes ou ambos? Kenneth Bailey diz que o clamor pedindo justiça para a divisão da terra é o problema mais melindroso do Oriente Médio, e que hoje há duas vozes que clamam no Oriente Médio, pedindo uma divisão justa da “herança”. Em um belo texto de poema e prosa Bailey escreve:

quinta-feira, 31 de julho de 2014

VOCÊ CONHECE O BANCO JC?

Ligamos a TV e lá estão eles, promovendo o Congresso para o Sucesso Financeiro ou recebendo a unção da prosperidade. A teologia da prosperidade quer medir as pessoas com base naquilo que ela possui. Se ela possui muitos bens, então ela é uma pessoa espiritual, mas se não tem nada, então ela é uma pessoa má, carnal contra a qual Deus está desgostoso. Os defensores deste tipo de movimento afirmam aos quatros cantos da terra: “A única pessoa que quer te ver na pobreza é o diabo”.
Assim, Deus se torna um mero realizador da vontade egoísta e gananciosa do homem e o homem passa a ser medido por aquilo que ele possui.
Jesus Cristo já havia alertado contra este mal:
“Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui” (Lc 12.15).
Quando olhamos para as Escrituras nós podemos ver claramente que a força motriz do ministério dos falsos mestres é o lucro. Eles usam o púlpito como plataforma para o sucesso. O seu ministério gira e é motivado pela ganância.
O apóstolo Paulo diz que os falsos mestres imaginam que a “piedade é fonte de lucro” (1Tm 6.5). E o apóstolo Pedro também afirmou que “movidos por avareza, farão comércio de vós” (2Pe 2.3).  Parece-me que estamos vivendo nos dias do profeta Miquéias onde “os sacerdotes ensinam por interesse, e os profetas advinham por dinheiro” (Mq 3.11).

segunda-feira, 28 de julho de 2014

QUEM SÃO OS MENOS EVANGELIZADOS NO BRASIL?

Por: Rev. Roando Lidorio 


Deus chamou toda a Igreja para proclamar todo o Evangelho em todo o mundo. Há ainda mais de 2.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas sem um verso bíblico em seu idioma e 2 bilhões de pessoas que não conhecem o Senhor Jesus.

No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico.

1. Indígenas
Com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho1. Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste2.

2. Ribeirinhos
Na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas3 ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O VALE SANGRENTO

Mais uma vez a cidade de Russas é notícia nos jornais, mas infelizmente a matéria não nos traz orgulho, pelo contrário, nos deixa tristes, perplexos e preocupados.
A violência no Vale do Jaguaribe, especialmente na cidade de Russas chegou a patamares insuportáveis; nem o fato de que aqui está localizado o 1ºBPM parece intimidar aqueles que têm os seus pés ligeiros para derramar sangue (Rm 3.15).
Infelizmente o Brasil é um país onde a criminalidade é institucionalizada. Como um câncer que corrói, a violência na nossa nação é uma marca indelével. Somos o país da truculência, das barbáries, do medo e da impunidade. Nesse país, não existe respeito pela vida humana. Os homens agem como bestas selvagens e a matança se tornou algo comum.
Diante de tanta violência no Vale do Jaguaribe, o seu nome bem que poderia ser mudado para: Vale das Lágrimas, Vale das Tocaias, Vale dos Horrores, Vale da Impunidade, pois no Vale do Jaguaribe, a vida não vale nada!

Rikison Moura, V. D. M.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

A IGREJA E A DISCIPLINA

Os reformadores quando definiam o que era uma igreja verdadeira diziam: “Uma igreja verdadeira é um lugar onde a Palavra de Deus é pregada, os sacramentos são administrados e a disciplina é exercida”. O reformador João Calvino considerava a correta aplicação da disciplina como uma das marcas da Igreja verdadeira. Era tão importante quanto à pregação fiel da Palavra de Deus. Centenas de anos se passaram e aqui estamos nós. Em pleno século XXI. E como a igreja contemporânea tem trabalhado essa questão? Como seres humanos que somos, temos uma grande tendência de descambar para os extremismos. Para as polarizações. Há lugares onde simplesmente a disciplina não existe e há lugares onde a disciplina é arbitrária e abusiva.  Há lugares onde a filosofia é a da paz á qualquer custo, por isso os pecados são jogados pra debaixo do tapete e há lugares onde os motivos mais banais como, por exemplo, jogar futebol ou ir á praia é motivo para disciplina. Como encontrar um equilíbrio? Como não ser excessivamente conivente e nem excessivamente rigoroso?
De inicio precisamos ratificar que a disciplina na igreja é bíblica e necessária. A disciplina é uma questão de obediência ao Senhor e de amor para com o irmão.  No entanto, a disciplina não deve ser exercida de modo arbitrário, ela tem os seus parâmetros, limites e objetivos. E é exatamente nesses pontos que alguns acabam se enrolando. Alguns, mesmo não assumindo abertamente, acham que os líderes estão acima do bem e do mal e que a disciplina é destinada apenas aos liderados e nunca para a liderança. Não sou velho, mais já vivi tempo suficiente para perceber que em muitos lugares as coisas são assim. Já vi igrejas onde os pastores fizeram coisas absurdas e simplesmente empurraram a sujeira para debaixo do tapete. Muitas vezes o que acontece a um líder faltoso é apenas a mudança de uma congregação para a outra, e uma vez que o pecado não foi confrontado e aquela pessoa não foi tratada, ele continuará a sua saga de iniquidade, trazendo inúmeros prejuízos para a obra de Deus.

terça-feira, 8 de julho de 2014

A SÍNDROME DE DIÓTREFES

“Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de exercer a primazia entre eles, não nos dá acolhida. Por isso, se eu for aí, far-lhe-ei lembradas as obras que ele pratica, proferindo contra nós palavras maliciosas. E, não satisfeito com estas coisas, nem ele mesmo acolhe os irmãos, como impede os que querem recebê-los e os expulsa da igreja” (3Jo 2,10).
O apóstolo João escreveu o Evangelho para que os pecadores pudessem crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus (Jo 20.30,31). O mesmo apóstolo escreveu a sua primeira carta para que os crentes tivessem certeza da vida eterna (1Jo 5.13), sua segunda epístola teve como objetivo alertar sobre o perigo dos falsos mestres (2Jo 7-11) e nesta terceira carta ele adverte sobre os falsos líderes. Entre esses falsos líderes estava um homem chamado Diótrefes. Mas quem era esse homem? O Rev. Hernandes Dias Lopes, citando Simon Kistemaker diz o seguinte acerca dele:
Sabemos pouco sobre Diótrefes. Seu nome significa “filho adotivo de Zeus”, o que sugere que ele seja de descendência grega. Ele é um líder na igreja local e, de modo egoísta, tira vantagem de sua posição de liderança. Ele gosta de ser o primeiro. Em vez de servir à igreja, ele se recusa a reconhecer a autoridade superior. Ele próprio deseja governar a igreja. Ele age de maneira contrária à instrução de Jesus: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo (Mt 20.26,27)[1].

quinta-feira, 3 de julho de 2014

PALAVRAS DE PLÁSTICO (2 Pedro 2.1-3)

O Senhor Jesus Cristo disse que o diabo é o pai da mentira (João 8.44). Ele sempre cria um simulacro daquilo que é verdadeiro (2Co 11.13-15). Ele cria falsos mestres, falsos crentes, falso evangelho, falsa justiça e um dia apresentará ao mundo um falso cristo. A igreja de Jesus sempre foi alvo das investidas de Satanás, os seus expedientes e suas estratégias são as mais variadas. Ele pode perturbar a igreja mediante a perseguição, a distração e a infiltração. E eu estou plenamente convencido que a infiltração é a pior e o mais danoso empreendimento do Inimigo.  Ele pode apresentar-se como leão que ruge, mas também como serpente enganadora ou como um anjo reluzente. Precisamos estar atentos para denunciar e desmascarar aqueles que labutam através do espírito do anticristo.

terça-feira, 1 de julho de 2014

IGREJA: FUJA DO SINCRETISMO!

No século 19 um grande homem de Deus chamado Charles Haddon Spurgeon levantou-se contra os erros de seu tempo. No apagar das luzes de seu ministério, Spurgeon escreveu na sua revista mensal A Espada e a Colher de Pedreiro, uma série de artigos intitulados: “O Declínio”. Esses artigos eram um alerta de Spurgeon acerca do modernismo que estava negando as principais doutrinas do cristianismo. Embora Spurgeon fosse um pregador de influência internacional e a voz mais poderosa da Inglaterra muitos não lhe deram ouvidos. Acharam exageradas e absurdas as suas acusações. A União Batista aprovou a censura contra o membro mais ilustre da União; apenas cinco, dos quase cem participantes votaram a favor de Spurgeon.
Mas Spurgeon estava resoluto. Ele estava pisando no terreno seguro da verdade. Suas denúncias eram verdadeiras. De maneira nenhuma Spurgeon trairia suas convicções cristãs e sua consciência esclarecida. A Controvérsia do Declínio se constituiu em desgosto perpétuo para Spurgeon, até sua morte no dia 31 de Janeiro de 1892. Amigos íntimos, e até mesmo alguns dos alunos do seu Colégio de Pastores, voltaram-se contra ele. Mas até o fim, Spurgeon deixou claro que não se arrependeu da posição que assumira.
As predições de Spurgeon eram verdadeiras. O evangelicalismo na Inglaterra foi dizimado no século XX. Hoje a Europa, lugar que foi o berço do Protestantismo no século XVI, de movimentos como o Puritanismo, e de firmes teologias como o Calvinismo, hoje é conhecida como: “Continente Pós-Cristão”. Onde as heresias entram, elas matam a igreja. Onde o erro se aninha e não encontra uma voz que clame contra ela, a morte reina.

domingo, 18 de maio de 2014

QUEM É JESUS?


Aparentemente essa parece ser uma questão simples, mas não é. Durante séculos verdadeiras batalhas foram travadas em torno dessa questão. Já nos dias em que o Filho de Deus andava sobre esta terra, muitas pessoas tinham grandes dificuldades de responder adequadamente essa questão. Os principais sacerdotes e os fariseus do seu tempo chamaram-no de embusteiro (Mt 27.63). Séculos se passaram e ainda hoje milhares e milhares de pessoas precisam lidar com essa questão de suma importância: quem é Jesus?
Em seu ótimo livro intitulado fundamentos da Teologia Reformada, o Rev. Hermisten Maia diz que muitos têm um “alto” conceito de Jesus: “grande mestre”, “grande revolucionário”, “líder religioso”, “humanitário”, “profeta”, “quase divino”, “cheio de Deus”, etc. Todavia, qualquer juízo a respeito de Cristo que, em primeiro lugar, não reconheça o fato de ele ser Deus encarnado é, na realidade, uma diminuição do seu ser, uma ofensa, uma blasfêmia, não um “elogio”.[1]

segunda-feira, 12 de maio de 2014

NÃO DESPREZE OS PEQUENOS COMEÇOS.


Há uma profunda inquietação de pessoas clamando por uma nova Reforma. Muitos estão descontentes da maneira como algumas coisas têm caminhando em nossas comunidades cristãs. Dentro desse escopo há opiniões diversas, métodos diferentes e atitudes também. As igrejas tradicionais têm recebido muitas pessoas vindas de outras denominações, principalmente de denominações pentecostais e neopentecostais. Um verdadeiro Êxodo tem ocorrido nesses últimos tempos. Essas pessoas começam a perceber que várias práticas que são defendidas a ferro e fogo pelos seus líderes não são capazes de passar ilesas de uma análise bíblica mais acurada. As chamadas “campanhas” se tornaram uma verdadeira febre em muitos lugares. Os nomes e a bases bíblicas que essas pessoas utilizam para justificarem essa prática são as mais absurdas. È a campanha portas abertas; derrubando muralhas; quebrando maldições; campanha dos vasos, etc. Parece não haver limites para a criatividade humana!. E o que me admira é que algumas pessoas, eu disse algumas pessoas? Multidões de pessoas correm desenfreadamente para esses lugares, como se isso fosse o suprassumo da verdade. Por que esses líderes, especializados em campanhas, não realizam uma campanha pela santificação do seu povo? Ou uma campanha onde o foco seja o arrependimento e a confissão de pecados? A resposta para essas questões é a seguinte: eles não fazem isso porque não dá ibope. Não dá audiência. Não é popular. Na verdade esses homens inescrupulosos não tratam do pecado. Abandonaram a doutrina do pecado. Não somente esta, mas várias outras doutrinas, pois, repito, isso não é popular.

domingo, 4 de maio de 2014

A AMEAÇA DO LEGALISMO


O apóstolo Paulo não era apenas um plantador de igrejas. Além de ser um missionário engajado na expansão do Reino de Deus, Paulo também era um exímio teólogo, um pastor amoroso e um apologista brilhante. Ao escrever a sua carta aos Colossenses, Paulo demonstra de maneira clara essa sua faceta de apologista. Quando Paulo escreveu sua carta aos crentes de Colossos ele estava preso. Mesmo preso, Paulo ficou sabendo do que estava acontecendo na igreja dos Colossenses. Essas notícias foram trazidas por Epafras, que, ao que tudo indica, foi um dos principais fundadores da igreja de Colossos (Cl 1.7). Epafras também ministrou nas cidades de Laodicéia e Hierápolis (Cl 4.12,13). O relatório de Epafras falava acerca do amor dos colossenses por Paulo (Cl 1.3,4), mas, infelizmente, o relatório de Epafras não era somente flores; um grave problema estava ameaçando a igreja. Ela estava sendo exposta a um falso ensino. Falsos mestres se introduziram na comunidade cristã e pervertiam o evangelho ensinado por Paulo e transmitido a eles por Epafras. A heresia de Colossos era um caldo venenoso. Uma mistura maléfica de filosofias orientais, legalismo judaico, astrologia pagã, misticismo e ascetismo. Toda essa confusão era um perigo á saúde da igreja.

sábado, 3 de maio de 2014

“Papai, o que é Páscoa?”

“Papai, o que é Páscoa?”
Luis Fernando Veríssimo.

Filho: Papai, o que é Páscoa? Pergunta o filho.
Pai: Ora, Páscoa é... Bem... É uma festa religiosa! Respondeu o pai.
Filho: Igual ao Natal? – É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição. – Ressurreição e o que é ressurreição?
Pai: Marta vem cá! Explica ao garoto o que é ressurreição, para eu poder ler o meu jornal em paz.
Mãe: Bom meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus: três dias depois de ter sido crucificado, ele ressuscitou e subiu  aos céus. Entendeu?
Filho: Mais ou menos...

domingo, 20 de abril de 2014

A VERDADEIRA PÁSCOA - Êxodo 12.1-15, 23-27

A mesma noite da morte para os egípcios foi à noite de libertação para os hebreus. Para uns o juízo, para outros a salvação. A diferença entre o juízo e o livramento, a morte e a vida, a condenação e a salvação foi o sangue do Cordeiro.
Ø Israel estava debaixo do chicote do carrasco... Eram 430 anos de amarga escravidão.
Ø Faraó endureceu o coração e oprimiu ainda mais o povo. Deus enviou dos céus dez pragas exerceram juízo sobre todos os deuses do Egito, quebrou o orgulho de Faraó, fez abalar as pirâmides milenares e tirou o seu povo do cativeiro com mão forte e poderosa.

QUAL É A MENSAGEM DA PÁSCOA?
páscoa” = verbo hebraico “pasoh” = “passar além, passar adiante sem fazer mal” = “passagem do Senhor”– “Eu sou o Senhor” (vs.13)

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Bíblia, oração e testemunho




É isso que devemos buscar dia após dia, a todos os instantes de nossas vidas cristãs, conhecer mais da Palavra de Deus, buscar mais a Sua Santa presença por meio de nossas orações e apresentar a Ele um testemunho de nossa vida fiel e agradável perante Seus olhos.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

AI DELES!

“Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá” (Jd 11).
Ao declarar o juízo de Deus contra os apóstatas que estavam perturbando as comunidades cristãs, Judas seguiu o exemplo dos profetas (Is 5.8-23) e de Cristo (Mt 23.13, 15-16, 23, 25,27, 29) iniciando com um ai. Judas volta-se a passagens do Antigo Testamento para buscar ilustrações que de certa forma viesse a caracterizar os falsos mestres do seu tempo. Esses homens são: Caim, Balaão e Corá.
Ai daqueles que andam pelo mesmo caminho trilhado por Caim. Caim tipifica o homem que não tem nenhum cuidado com o seu irmão; tipifica o homem cínico, destituído de fé e amor. O caminho de Caim é o caminho do orgulho do homem, é o caminho da religião sem fé; é o caminho baseado na justiça própria e nas boas obras; Caim simboliza a traição, inveja, ódio, orgulho e concupiscência. Caim tipifica aqueles que oferecem um culto hipócrita, indigno de Deus; Caim tipifica o homem que apresenta-se a Deus com o coração entupido de ódio. È aquele homem que mesmo se mostrando religioso não é capaz de agradar o Senhor, pois Deus não está interessado na exterioridade da religião, mas Ele busca um coração puro, sincero e obediente como o de Abel. Caim ofereceu um culto ao Senhor, tendo o coração cheio de ódio e inveja (1Jo 3.12), Deus rejeitou a oferta de Caim porque primeiro rejeitou o próprio Caim, pois antes de olhar para as nossas ofertas, Deus sonda os nossos corações. "Porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração" (1Sm 16.7).
Ai daqueles que caem no mesmo erro de Balaão. Balaão tipifica o homem que comercializa dons e ministérios, é aquele que transforma o sagrado em fonte de lucro, é o uso do espiritual para obter o material. Balaão tipifica aqueles que roubam do teu bolso em nome da fé. Que usam a religião com "intuitos gananciosos" (1Ts 2.5).

domingo, 6 de abril de 2014

Doses de ânimo


Sugerido por nossa Ir. Geraldina Paiva.

Nenhuma casa além do túmulo

Certo homem esforçou-se muito para riquezas granjear. Ele tinha uma grande e bonita mansão e carros de luxo. Participava dos mais requintados banquetes. Usava sua riqueza apenas para a sua autossatisfação. Ele pensava que viveria muitos anos desfrutando de sua riqueza. Mas a vida é incerta. Certo dia a morte chegou inesperadamente, como quase sempre acontece. No leito de morte, aquele homem moribundo mandou chamar o seu advogado para redigir o seu testamento. E se pôs a distribuir com seus familiares a sua propriedade.

Quando chegou a vez da mulher e do filho, disse que queria que eles ficassem com a casa. O se filho era apenas uma criança e não entendia muito bem o que estava acontecendo. Ao ouvir que o pai partiria e deixaria a casa, a criança indagou: “Papai, você tem casa na terra para onde vai?” Essa pergunta atravessou-lhe o peito como uma flecha. Porém, já era tarde demais. Ele percebeu o seu erro. Viveu para si mesmo. Pensou em tudo, menos na eternidade. Só pensou nas coisas materiais. E agora não tinha nenhuma casa, além do túmulo!. O mais triste não era o que o homem deixava para trás, mas sim o que havia pela frente. Ele foi rico nesta vida, porém miserável na eternidade. Ele viveu sem Deus e morreu sem Deus. Por isso não tinha nenhuma segurança em relação a sua alma.

No capítulo 12 do evangelho de Lucas, o nosso Senhor Jesus nos advertiu do perigo da avareza. A avareza é a sede insaciável de uma quantidade cada vez maior de algo que acreditamos ser necessário para nos fazer sentir verdadeiramente satisfeitos. Pode ser a sede de dinheiro, de cargos ou de poder. Mas isso não satisfaz o vazio da alma. Nossa alma tem sede de Deus, e somente nEle encontra plena satisfação. Refugie-se em Jesus Cristo e encontre vida plena aqui e na eternidade.

Escrito por: Ir. Rikison Moura