sábado, 16 de setembro de 2017

O ESPÍRITO SANTO NA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

Certa feita, numa conversa informal com um ex-ministro presbiteriano, eu ouvi dele que era uma falta a Confissão de fé de Westminster não ter um capítulo falando sobre o Espírito Santo e que quando tentaram corrigir esta falta, destinaram apenas um apêndice na Confissão para falar do Santo Espírito de Deus. Na percepção dele, a Confissão falava pouco do Espírito Santo.
Mas ao ler atentamente a Confissão, vemos que é injusto dizer que ela fala pouco sobre o Espírito Santo. Logo em sua abertura, no capítulo que fala da Escritura Sagrada vemos que o Espírito Santo está de modo inseparável da Palavra. A Escritura é o livro inspirado pelo Espírito e embora pelo testemunho da igreja possamos ser movidos e incitados a termos reverência e apreço pela Escritura, “contudo a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo que, pela Palavra e com a Palavra, testifica em nossos corações” (I.V).

sábado, 26 de agosto de 2017

TERTULIANO E A LOUCURA DO POLITEÍSMO

Tertuliano foi um teólogo que nasceu na África, na capital Cartago por volta do ano 160 d.C. Ele dedicou boa parte da vida sendo um defensor das verdades centrais do Cristianismo e nesse breve texto iremos analisar a visão dele acerca do politeísmo.

sábado, 19 de agosto de 2017

A FORÇA DA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER DENTRO DA IPB

Logo no início da constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil vemos a importância dos símbolos de fé adotados por esta igreja. A constituição declara:
“A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve...” (Constituição da IPB, capítulo 1, artigo 1).
Observem que para nós presbiterianos, os símbolos de fé de Westminster, a Confissão e seus Catecismos maior e breve são o nosso sistema expositivo de doutrina e prática. É esse corpo de doutrina expresso nos símbolos de fé que nós cremos como sendo uma fiel exposição da Sagrada Escritura.  

sábado, 29 de julho de 2017

A IRONIA TEM LUGAR NO DISCURSO CRISTÃO?

A ironia é uma forma de expressão que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa ou ridicularizar indiretamente sob a forma de elogio. É uma forma jocosa de chamar a atenção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
O profeta Elias usa-se deste artifício contra os profetas de Baal. Os falsos profetas clamaram desde a manhã até o meio dia e Baal não respondeu. Então, Elias toma a palavra e deixa-nos perceber a sua ironia: “Ao meio dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará” (1Rs 18.27). Os mitos sobre Baal o descrevia guerreando, viajando ou meditando sobre ações que deveria tomar. A expressão atendendo a necessidades pode ser um eufemismo para aliviar o ventre. Elias estava ridicularizando os falsos profetas e suas crenças pagãs utilizando-se de ironias.     

sábado, 10 de junho de 2017

A JUSTIFICAÇÃO NAS CONFISSÕES

Os séculos XVI e XVII foram férteis nas formulações de documentos confessionais. Neste artigo iremos considerar o que esses grandes homens de Deus deixaram registrado nesses documentos históricos em relação à doutrina da justificação pela fé. Fazer isso é muito importante para demonstrar que esse ensino era matéria de grande importância para eles. Os luteranos costumavam dizer que a justificação pela fé é o artigo de fé que decide se a igreja está em pé ou caída.
Vamos começar com a Confissão de Augsburgo (1530) documento confessional luterano. No artigo IV a Confissão de Augsburgo declara o seguinte a respeito da justificação pela fé:
“Ensina-se também que não podemos alcançar remissão do pecado e justiça diante de Deus por mérito, obra e satisfação nossos, porém que recebemos remissão do pecado e nos tornamos justos diante de Deus pela graça, por causa de Cristo, mediante a fé, quando cremos que Cristo padeceu por nós e que por sua causa os pecados nos são perdoados e nos são dadas justiça e vida eterna. Pois Deus quer considerar e atribuir essa fé como justiça diante de si, conforme diz São Paulo em Romanos 3 e 4”