sábado, 19 de agosto de 2017

A FORÇA DA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER DENTRO DA IPB

Logo no início da constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil vemos a importância dos símbolos de fé adotados por esta igreja. A constituição declara:
“A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve...” (Constituição da IPB, capítulo 1, artigo 1).
Observem que para nós presbiterianos, os símbolos de fé de Westminster, a Confissão e seus Catecismos maior e breve são o nosso sistema expositivo de doutrina e prática. É esse corpo de doutrina expresso nos símbolos de fé que nós cremos como sendo uma fiel exposição da Sagrada Escritura.  

sábado, 29 de julho de 2017

A IRONIA TEM LUGAR NO DISCURSO CRISTÃO?

A ironia é uma forma de expressão que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa ou ridicularizar indiretamente sob a forma de elogio. É uma forma jocosa de chamar a atenção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
O profeta Elias usa-se deste artifício contra os profetas de Baal. Os falsos profetas clamaram desde a manhã até o meio dia e Baal não respondeu. Então, Elias toma a palavra e deixa-nos perceber a sua ironia: “Ao meio dia, Elias zombava deles, dizendo: Clamai em altas vozes, porque ele é deus; pode ser que esteja meditando, ou atendendo a necessidades, ou de viagem, ou a dormir e despertará” (1Rs 18.27). Os mitos sobre Baal o descrevia guerreando, viajando ou meditando sobre ações que deveria tomar. A expressão atendendo a necessidades pode ser um eufemismo para aliviar o ventre. Elias estava ridicularizando os falsos profetas e suas crenças pagãs utilizando-se de ironias.     

sábado, 10 de junho de 2017

A JUSTIFICAÇÃO NAS CONFISSÕES

Os séculos XVI e XVII foram férteis nas formulações de documentos confessionais. Neste artigo iremos considerar o que esses grandes homens de Deus deixaram registrado nesses documentos históricos em relação à doutrina da justificação pela fé. Fazer isso é muito importante para demonstrar que esse ensino era matéria de grande importância para eles. Os luteranos costumavam dizer que a justificação pela fé é o artigo de fé que decide se a igreja está em pé ou caída.
Vamos começar com a Confissão de Augsburgo (1530) documento confessional luterano. No artigo IV a Confissão de Augsburgo declara o seguinte a respeito da justificação pela fé:
“Ensina-se também que não podemos alcançar remissão do pecado e justiça diante de Deus por mérito, obra e satisfação nossos, porém que recebemos remissão do pecado e nos tornamos justos diante de Deus pela graça, por causa de Cristo, mediante a fé, quando cremos que Cristo padeceu por nós e que por sua causa os pecados nos são perdoados e nos são dadas justiça e vida eterna. Pois Deus quer considerar e atribuir essa fé como justiça diante de si, conforme diz São Paulo em Romanos 3 e 4”

quinta-feira, 30 de março de 2017

MANASSÉS, SALVO PELA GRAÇA (2Cr 33.1-20)

O pastor presbiteriano, James M. Boice (1938-2000), tem um poema cuja uma de suas estrofes diz:
Eu já fui rebelde, corrompido pelo pecado,
O caminho obscuro do Diabo eu buscava,
Ignorante, morto e sem reconhecer meu estado,
Como objeto da ira terrível de Deus eu andava”

Assim era a vida de Manassés, o rei de Judá. Um homem que viveu por muito tempo andando na contramão da vontade de Deus. Um homem que viveu mergulhado nos mais aviltantes pecados. Numa rebeldia ativa contra Deus: Prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira” (2Cr 33.6). E a ira de Deus, conforme nos ensina Paulo, se revela do céu contra toda a impiedade e perversão dos homens, que detém a verdade pela injustiça (Rm 1.18).

Podemos dividir a vida de Manassés em três partes principais: Pecado, prisão e arrependimento.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O DESASTROSO LEGADO DE CHARLES FINNEY

Charles Finney é lembrado por muitos como sendo um grande avivalista. Como pregador ousado e fervoroso que empolgava multidões para ouvir suas mensagens. Porém, o “sucesso” de Finney se deu por alguns acontecimentos que uma vez avaliados nos mostram que foram erros, que infelizmente são reproduzidos em nossos dias, trazendo assim prejuízo para a igreja do SENHOR.
1. Pregar antes mesmo de aprender. Os pais de Finney não eram cristãos, e ele cresceu sem nenhum conhecimento das doutrinas cristãs. Mas logo após a sua conversão, Finney decidiu pregar a Palavra de Deus. Nesse contexto, John MacArthur comenta que “foi uma decisão extremamente infeliz, ter Finney decidido seguir o ministério de pregação logo após a sua conversão. Sem qualquer influência cristã em sua vida anterior, ele era quase totalmente ignorante a respeito das Escrituras e da teologia”. [1]