segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A AUTODEFESA CONTRA A VIOLÊNCIA ILEGAL [1]

Por
Johannes Geerhardus Vos

A autodefesa contra a violência ilegal é sempre legítima. É mais do que legítima: é uma obrigação moral. A nossa vida não é nossa, mas pertence a Deus e por isso como despenseiros das propriedades de Deus temos a obrigação de preservar a nossa própria vida, e a dos outros, da destruição pela violência criminosa. O princípio de que a autodefesa é legítima é geralmente sustentado pelo Direito Civil das nações. Alegar que a “regra de ouro”, ou que a obrigação de amar nosso próximo, significa que seja errado matar como esforço de autodefesa é empurrar o amor ao próximo para um extremo absurdo e fanático. A Escritura ordena que se ame o próximo como a si mesmo, isto é, o amor ao próximo deve estar em equilíbrio com o amor apropriado a si mesmo. Quem se deixar matar por um criminoso, sem tentar se defender, ama demais o seu próximo e não ama a si mesmo o suficiente.



[1] VOS, Geerhardus. Catecismo Maior de Westminster Comentado, São Paulo: Os Puritanos, 2007, p.426  

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

UMA ADVERTÊNCIA DE CALVINO AOS DESIGREJADOS

Temos observado com tristeza o crescimento daquilo que tem sido chamado de “desigrejados”. São pessoas que se afastaram da igreja e que não se une a nenhuma denominação cristã. Alguns destes se tornam extremamente críticos contra a igreja, pensando que farão maiores progressos se ficarem bem longe dela.
Algumas destas pessoas se denominam calvinistas, mas não atentaram ainda que o próprio João Calvino foi um homem que teve um senso elevado acerca da igreja. Para ele, “Deus poderia levar os seus à perfeição num só momento; no entanto, Ele quer fazê-los crescer pouco a pouco, sob os cuidados da igreja”. [1]

sábado, 16 de setembro de 2017

O ESPÍRITO SANTO NA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

Certa feita, numa conversa informal com um ex-ministro presbiteriano, eu ouvi dele que era uma falta a Confissão de fé de Westminster não ter um capítulo falando sobre o Espírito Santo e que quando tentaram corrigir esta falta, destinaram apenas um apêndice na Confissão para falar do Santo Espírito de Deus. Na percepção dele, a Confissão falava pouco do Espírito Santo.
Mas ao ler atentamente a Confissão, vemos que é injusto dizer que ela fala pouco sobre o Espírito Santo. Logo em sua abertura, no capítulo que fala da Escritura Sagrada vemos que o Espírito Santo está de modo inseparável da Palavra. A Escritura é o livro inspirado pelo Espírito e embora pelo testemunho da igreja possamos ser movidos e incitados a termos reverência e apreço pela Escritura, “contudo a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo que, pela Palavra e com a Palavra, testifica em nossos corações” (I.V).

sábado, 26 de agosto de 2017

TERTULIANO E A LOUCURA DO POLITEÍSMO

Tertuliano foi um teólogo que nasceu na África, na capital Cartago por volta do ano 160 d.C. Ele dedicou boa parte da vida sendo um defensor das verdades centrais do Cristianismo e nesse breve texto iremos analisar a visão dele acerca do politeísmo.

sábado, 19 de agosto de 2017

A FORÇA DA CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER DENTRO DA IPB

Logo no início da constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil vemos a importância dos símbolos de fé adotados por esta igreja. A constituição declara:
“A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve...” (Constituição da IPB, capítulo 1, artigo 1).
Observem que para nós presbiterianos, os símbolos de fé de Westminster, a Confissão e seus Catecismos maior e breve são o nosso sistema expositivo de doutrina e prática. É esse corpo de doutrina expresso nos símbolos de fé que nós cremos como sendo uma fiel exposição da Sagrada Escritura.